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O jovem precisa e quer participar mais

Data: 02/06/2021 14:00

Autor: Gabriel Guilherme

imgÉ muito comum se ouvir por aí sobre a importância da participação do jovem na política e nos movimentos sociais.
 
Alguns, chegam a dizer, que os mesmos são o futuro da nação. Outros, a esperança, a alternativa mais viável e segura para se devolver credibilidade à nossa tão desgastada classe política. Isso se torna nítido em todo processo eleitoral.
 
Durante o momento que compreende as campanhas políticas, a figura da juventude torna-se bastante assediada pelos pretensos candidatos.
 
Alguns, buscam à sua energia, outros à disposição ou até mesmo a capacidade que o jovem possui de aglutinar pessoas, de maneira rápida e volumosa.
 
No entanto, é triste saber que toda essa euforia chega ao fim assim que encerra o processo eleitoral, e o jovem continua sendo visto e utilizado como uma mera massa de manobra para muitos galgarem o poder.
 
Para ser bem fiel à verdade dos fatos, a força da juventude, o espírito aguerrido e de luta sempre fizeram parte da formação política nacional. E, isso é algo histórico, desde primórdios.
 
Se pararmos para analisar, veremos que a juventude, mesmo que de forma direta ou indireta, sempre esteve presente em todos os principais momentos marcantes da sociedade, sejam eles em defesa da democracia, na luta de direitos ou até mesmo durante a conquista dos mesmos.
 
Fatos históricos relevantes nos revelam essa realidade.
 
Ainda durante o “Brasil Império”, em 1822, quando Dom Pedro I declarou o “grito de independência”, o mesmo era um “Jovem líder”, defensor dos costumes da época, e que possuía apenas 22 anos de idade. Anos depois, o príncipe Dom Pedro II, assume prematuramente o trono com apenas 14 anos de idade.
 
Mais recentemente, momentos importantes com a presença intensa da juventude marcaram o último século, sejam eles durante a consolidação do direito ao voto aos 16 anos, ou até mesmo os “Caras pintadas” e as “Diretas já”, este último liderado por um saudoso líder mato-grossense, Dante Martins de Oliveira.
 
É, pessoal! Quantos momentos marcantes já participamos, não é mesmo? O quanto já contribuímos com o nosso Brasil.
 
Mas, você, leitor, deve estar aí se questionando, qual a real intenção desse artigo.
 
Pois bem, a real intenção é evidenciar que a responsabilidade para com o tratamento dos jovens deve ser de todos.
 
Comunidade escolar, pais, responsáveis, igreja e principalmente o Estado, devem caminhar em união quando o assunto for “juventude”, ainda mais por vivermos em um sistema de Estado Democrático de Direito.
 
Se o jovem está bem, toda a sociedade também estará bem, principalmente a família e os pais que são a parte mais fragilizada quando se deparam com seus filhos lançados à criminalidade e as mazelas da vida social.
 
E, foi pensando nisso, que na semana passada, o Deputado Estadual Eduardo Botelho (DEM) ouviu um clamor da juventude, e apresentou uma indicação ao Governador Mauro Mendes (DEM), com o intuito de conquistar um espaço para os jovens dentro do poder público estadual.
 
O jovem quer participar, opinar e contribuir mais. Ser ouvido e ouvir também, tanto durante quanto pós processo eleitoral.
 
Conhecer o poder público e colaborar nas principais tomadas de decisões por parte dos nossos gestores também, uma vez que somente assim poderemos formar cidadãos cada vez mais conscientes de suas obrigações, direitos e deveres, para futuramente elegerem conscientemente seus líderes, ou senão tornar-se um deles.
 
A ministra Carmem Lúcia já dizia, “eu não queria que o jovem desacreditasse da política em razão dos erros de alguns”, afinal a juventude não é apenas o futuro, mas sim um presente confiável e seguro que construirá o nosso futuro.
 
*GABRIEL GUILHERME é bacharel em Direito e pós-graduando em Direito Eleitoral