Foto: Fernando Rodrigues

“A chegada de Vossas Excelências foi muito esperada, aguardada, e por isso hoje é tão celebrada. Desejamos boas vindas e colocamos a advocacia mato-grossense a disposição para, juntos, realizarmos o objetivo que é de todos nós: - a boa administração da justiça e a melhor entrega da prestação jurisdicional”, discursou Gisela Cardoso, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT), durante a cerimônia de posse de 35 novos juízes e juízas substitutos, na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), na manhã desta quarta-feira (21).
A sessão, prestigiada pelos atores do Sistema de Justiça, familiares e amigos dos empossados, foi marcada por discursos que destacaram a importância da presença dos magistrados nas comarcas e a necessidade de estes conhecerem a realidade local para atuarem de forma mais humana e justa, garantindo, assim, a efetivação do direito de cada cidadão.

“Que a labuta diária não nos impeça de olhar para todos os envolvidos nos processos como verdadeiras pessoas humanas, não meros números. Saibamos aprender a ouvir, não só as partes dos processos e seus advogados, mas também os servidores e toda a sociedade”, disse o juiz substituto Marco Antonio Luz de Amorim, que falou em nome dos empossados.
A desembargadora Maria Erotides Kneip foi enfática ao afirmar que o juiz que não conhece a comunidade onde atua é um juiz que decide às cegas. “O juiz não julga abstrações, mas pessoas. Não decide sobre papéis, mas sobre vidas. Não administra processos, mas conflitos humanos concretos. Quando as partes chegam ao judiciário, trazem ressentimentos, medos, ódios e respeito. A sentença, portanto, não pode ser apenas tecnicamente correta, ela precisa ser socialmente responsável. Não apenas tecnicamente correta, mas socialmente responsável”.
Em seu discurso, o conselheiro Ulisses Rabaneda, do Conselho Nacional de Justiça, pontuou que o magistrado não é um instrumento de redução de números, mas de pacificação social. “De nada adianta arquivar um processo se aquele conflito não foi resolvido, se aquela sociedade não foi pacificada. O magistrado como instrumento de pacificação social é essencial para a comunidade onde ele reside”.
O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim, desejou aos novos magistrados “que cada sentença seja tomada com prudência, que cada palavra dita a uma parte ou a um advogado seja carregada de respeito e que cada audiência seja conduzida com a consciência de que todos merecem ser ouvidos com dignidade”, reforçando que “a magistratura não é um lugar de privilégios, é um lugar de responsabilidades”.

Gisela Cardoso ainda frisou que em todas as Comarcas, e em cada município que os novos juízes e juízas estiverem, haverá um advogado e a presença da OAB Mato Grosso. “Recebam, procurem os presidentes das nossas Subseções, as diretorias da OAB, e tenham nessas Subseções um apoio, um amparo, para que os senhores possam, eventualmente, conhecer melhor a realidade de cada local em que Vossas Excelências forem atuar”, disse desejando sucesso e realização profissional e pessoal aos empossados e empossadas.
Além da presidente Gisela Cardoso, a solenidade foi prestigiada pelo vice-presidente, Giovane Santin, o procurador geral da OAB-MT, Helmut Daltro, o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados, Rodrigo Araújo, entre outros representantes da advocacia mato-grossense.
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Judite Rosa
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